sábado, setembro 01, 2012

Ano Novo...

Eu tenho uma mania, ou costume, ou sei lé o que posso denominar mas na minha cabeça meu ano sempre começa no meu aniversário. Sei lá, no dia do meu aniversário sempre faço um reflexão dos dias vividos, fico meia nostálgica, mas não significa que estou triste.... eu nunca gostei de fazer festa no meu aniversário, não porque não gosto, mas justamente porque no dia 25 de agosto tenho este momento de interiorização. É o momento que revejo minhas metas, traço algumas novas, me reavalio como pessoa... Da mesma forma não gosto do ano novo porque não há significado pra mim: as maioria das pessoas comemora como se fosse um acontecimento nas nossas vidas, que nada. No outro dia (1 de janeiro) nada muda, a não ser a dor na cabeça em função da ressaca) os problemas são os mesmos, as dividas, as frustrações...
Meu ano novo é no dia do meu nascimento, porque tento de certa forma aprender um pouco e tentar errar menos (tentar...)
Bom este ano completei 30 anos... fiquei pensando o que era ter 30? Então pensei em muitas coisas mas não conseguia explicar, então neste sábado (01 de setembro) li na Zero Hora dominical (que sempre chega no sábado à noite) um texto da Martha Medeiros "Vida parte2" que sabiamente expressou o que eu queria dizer. Um parênteses: Sempre amei os escritores e isso explica minha necessidade vital de sempre ler, essas criaturas conseguem expressar nas palavras coisas que nós simples mortais não conseguimos, eles organizam como. Leio sempre bons escritores e os ruins também, a gente aprende muito lendo os dois tipos.
Voltando, o trecho da Martha diz o seguinte: "A maturidade traz ganhos reais. A ansiedade diminui, a teatralidade também: já não vemos sentido em agradar a todos, a opinião alheia deixa de nos influenciar. Essa liberdade de ser quem realmente somos me parece o benefício maior – os jovens não percebem, mas sua liberdade é muito restrita. São pressionados a fazer escolhas tidas como definitivas (casamento, filhos, profissão) e as dúvidas se amontoam.
A sociedade exige eficiência na condução desse script. Depois dos 40, a boa notícia: que sociedade, que nada. Não é ela que banca suas ideias, não é ela que enxuga suas lágrimas, não é ela que conhece suas carências. Você passa, finalmente, a ser dona do seu desejo. Não é pouca coisa"
Esse é o ponto chave, a gente fica pensando que pessoa sou agora que tenho 30 anos? Na realidade somos os mesmos, a gente não muda, só aprende coisas novas que nos fazem agregar aprendizados, mas quem somos seremos sempre. E a querida Martha conseguiu explicar o que eu não conseguia: a unica coisa que muda e que tem 100% de importância é a ansiedade que temos quando jovens. A necessidade de se enquadrar, de agradar e sermos bem visto pelas pessoas do nosso convívio. Esse sentimento é muito claro em mim, faço planos, projetos, sonhos mas os faço sem pressão, sem determinar um tempo, porque a gente ainda é cobrado por nossas atitudes, porém a gente tá realmente cagando e andando.... Como diz essa espetacular escritora "Não é ela que banca suas ideias, não é ela que enxuga suas lágrimas, não é ela que conhece suas carências" não é ela que paga suas dívidas. Percebo que na maturidade não é que a gente se torna superior, a gente percebe que não adianta nada sofrer e se importar com a opinião dos outros, no fim das contas o caminho percorrido da vida pertence somente a cada um....As vezes queria ter 18 anos com a cabeça que tenho hoje.... ou não.